Sumário: O Conselho Deliberativo do Vasco está convocado para se reunir no dia 08/11/2019 e discutir e deliberar sobre mudança de um tópico do estatuto. Ocorre que o Vasco precisa  reformar o atual estatuto por inteiro de modo a ter melhor governança e a acolher, na estrutura organizacional, o Futebol Empresa, indispensáveis para que o Clube atraia capital de risco e reverta a trajetória decrescente em que se encontra. O ponto de partida da reforma é o conjunto de sugestões que os vascaínos apresentaram, em março de 2018, por solicitação desse mesmo CD.

Atitude sob pressão. Sempre que o Vasco esteve em encruzilhadas difíceis e os vascaínos tiveram atitude, o Clube galgou a escada da glória. O marco notável foi o dia 07/04/1924, quando o Presidente José Augusto Peres se insurgiu e não concordou com a exigência da Liga do Futebol de então para dispensar 12 atletas negros.

Vasco da Gama, o maior navegador de todos os tempos, não vacilou ante o desconhecido, no século XV. Nós continuamos vacilando, ante o conhecido, o fato de o futebol ter-se tornado uma atividade econômica que requer organização e gestão empresariais.

Chance perdida de esmagar o rival. Nos anos 1997/1998, a dívida do Vasco era estimada em 10 milhões; a do Flamengo, 30 milhões. Com o patrocínio do Bank of America, deveríamos ter tido 15 a 20 anos de supremacia sobre o rival, mas as vitórias ocorreram em breve período, de 1997 a 2000. Depois, a decadência. Negligenciamos a gestão empresarial,  perdemos a chance de esmagar o rival. Sem atitude, continuamos indo para trás.

Dívida e Capital de Risco. O serviço da dívida (juros e amortização) do Clube é em torno de 65 milhões de reais, e a relação Dívida / Receita é 3,5. Essa situação implica não bastar apenas gestão profissional para ascender, como no passado.  O Vasco de hoje precisa também de Capital de Risco. Quer dizer, dinheiro sem endividamento, sem custo financeiro. 

É preciso reformar o Vasco, criar as condições internas para que o dinheiro sem custo possa vir, porque o investidor assume o risco do negócio, mas não o risco da desordem e da insegurança jurídica. O passo inicial é realizar a reforma completa do estatuto (nosso estatuto é de 1979), com a inclusão da entidade empresária autônoma para o futebol, juridicamente segura, e do Planejamento Estratégico, para tornar o Clube administrável.

O Conselho Deliberativo convocou reunião para o próximo dia 08/11/2019, para tratar de eleição direta, ponto isolado do estatuto. Há notícias de ânimo de alterar, também, o tempo de associação necessário para o direito de elegibilidade.

Consistência sistêmica.  O Estatuto está para o Vasco assim como a Constituição Federal está para o Brasil. São normas fundamentais sob concepção sistêmica, que dizer, sujeitas à inter-relação e harmonia de seus diversos dispositivos. Logo, mudanças isoladas de partes do estatuto são desaconselhadas. É preciso que os vascaínos elaborem um novo estatuto.

Não se parte do zero. A elaboração de um novo estatuto é uma necessidade para alcançar nível satisfatório de governança e atrair capital de risco. O trabalho não parte do zero, pois em março de 2018, por convocação desse mesmo Conselho Deliberativo, vários vascaínos apresentaram sugestões para a reforma, então anunciada. O Pensar Vasco, protocolou suas propostas, em 21/02/2018. Esses esforços de colaboração não podem ser perdidos.

Inércia não, atitude sim.  Os vascaínos querem um estatuto novo, sobretudo aqueles que almejam dirigir o Vasco, porque é preferível administrar o Clube em melhor situação do que em pior situação.  A inércia equivale a negar essa verdade. Então, vascaínos, atitude!

Vasco da Gama, o maior navegador de todos os tempos, não vacilou ante o desconhecido, no século XV. Nós continuamos vacilando, ante o conhecido, o fato de o futebol ter-se tornado uma atividade econômica que requer organização e gestão empresariais.

Chance de esmagar o rival. Nos anos 1997/1998, a dívida do Vasco era estimada em 10 milhões; a do Flamengo, 30 milhões. Com o patrocínio do Bank of America, deveríamos ter tido 15 a 20 anos de supremacia sobre o rival, mas as vitórias ocorreram durante um breve período, de 1997 a 2000, e a decadência dura até hoje. Negligenciamos a gestão empresarial e perdemos a chance de esmagar o rival. Sem atitude, continuamos indo para trás.

Dívida e Capital de Risco. O serviço da dívida (juros e amortização) do Clube está em torno de 65 milhões de reais, e a relação Dívida / Receita é 3,5. Essa situação implica não bastar apenas gestão profissional para ascender, como no passado.  O Vasco de hoje precisa também de Capital de Risco. Quer dizer, dinheiro sem endividamento, sem custo financeiro.

Reforma necessária. Não existindo educação grátis, como bem entendido no Vietnã Comunista, é preciso criar as condições para que o dinheiro sem custo possa vir para o Vasco, pois o investidor assume o risco do negócio, mas não assume o risco da desordem e da insegurança jurídica. O passo inicial é realizar a reforma completa do estatuto, com a inclusão de entidade empresária autônoma para o futebol, de forma juridicamente segura, e do Planejamento Estratégico. Essa tarefa cabe a nós, vascaínos, realizar.

O Conselho Deliberativo (CD) convocou reunião para o próximo dia 08/11/2019, para tratar de eleição direta, ponto isolado do estatuto, embora se fale que há ânimo de alterar o  tempo de associação necessário para o direito de elegibilidade.

Consistência sistêmica. O Estatuto está para o Vasco assim como a Constituição Federal está para o Brasil. São normas fundamentais sob concepção sistêmica, que dizer, sujeitas à inter-relação e harmonia de seus diversos dispositivos. Portanto, mudanças isoladas em partes importantes do estatuto são desaconselhadas. É preciso que o CD, com a contribuição de vascaínos não membros desse conselho, elabore um novo estatuto, com o Futebol Empresa e o Planejamento Estratégico incluídos na estrutura organizacional do CRVG.

Não se parte do zero. O estatuto moderno é uma necessidade para que o Vasco alcance nível satisfatório de governança e atraia capital de risco. Ressalte-se que o trabalho não parte do zero, pois em março de 2018, por convocação desse mesmo CD, vários vascaínos apresentaram sugestões para a reforma, então anunciada. O Pensar Vasco, protocolou suas propostas no dia 21/02/2018. Esses esforços de colaboração não podem ser perdidos.

Interesse de todos. Um novo estatuto é de interesse de todos os vascaínos. É de interesse sobretudo  daqueles que almejam dirigir o Vasco, porque é preferível administrar o Clube em melhor situação do que em pior situação. A inércia equivale negar essa verdade.

Francisco de Assis Moura de Melo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *