Vascaíno, Copa e eleição. Este espaço do Pensar Vasco – o que determina o Gol –, dedicado a temas financeiros, gerenciais e da política do Clube, temas de interesse dos vascaínos, estende  sua acolhida a assuntos da copa do mundo e da política brasileira, dado o momento atual. Não há pretensão de fazer análises de jogos e de candidaturas, para as quais não faltam comentaristas esportivos e analistas políticos. O objetivo é suscitar e discutir temas  de interesse do vascaíno, como pesquisas, tendências, propostas. Sempre que possível, haverá referência ao Vasco e aos anseios específicos dos vascaínos.

3 x 3, excelente resultado? Racionalmente, tratando-se de primeira rodada e de duas grandes equipes, o resultado foi excelente para Portugal e para Espanha. No entanto, depois do apito final, portugueses estavam exultantes de felicidade e espanhóis eram a expressão da tristeza. No caso, em que o jogo nada decidia, os sentimentos tão divergentes se explicam pela sequência como se chegou ao placar de 3 x 3. Portugal perdia e empatou aos 43 minutos do segundo tempo; Espanha ganhava e sofreu o empate. A moral da estória é “não basta o resultado, é preciso observar a sequência do placar e o conteúdo do jogo”. No caso, Portugal saiu da derrota para o empate, enquanto a Espanha passou da vitória para o empate.  

Tudo se passa como no mundo financeiro, onde dois cidadãos possuidores de R$ 1 milhão têm sentimentos opostos, dependendo de como chegaram e esse valor. Exemplo, o primeiro partiu de R$ 1 m, depositou em corrente e manteve o valor; o outro tinha R$ 1.800, especulou no mercado, comprou Petrobras PN a R$ 27,00 em 16/05 e hoje tem R$ 1 mil. O primeiro está feliz e o segundo infeliz, embora ambos tenham o mesmo patrimônio. Na ótica do conteúdo do jogo, o exemplo é Vasco 4 x 0 Wilstermann, em 14/02/18. Quem olhou o placar ficou feliz. Quem analisou o jogo não se iludiu sobre o time do Vasco. A lição: é preciso que a Gestão do Futebol seja exercida por profissionais da área e profissionais de empresas privadas.

Tristeza mais intensa do que a alegria. Se a psicologia experimental  houvesse quantificado o sentimento de portugueses e espanhóis na noite da sexta-feira passada, muito provavelmente se revelaria que o escore negativo da tristeza espanhola foi maior do que o escore positivo da felicidade dos portugueses.  A explicação, no caso, se encontra no fato de que perdas e ganhos de mesma dimensão afetam o ser humano em intensidades diferentes. As perdas afetam mais dos que os ganhos. Isso, provavelmente, está na raiz da assimetria que se observa na atitude dos vascaínos. Eles se afastam do Clube nos períodos de decepção e pouco acrescentam ao quadro de sócios nas fases de satisfação. Isto se evidenciou no final dos anos 1990, quando o Vasco foi muito bem sucedido  no gramado, mas o número de sócios cresceu pouco. Claro, há outras causas que precisam ser conhecidas, como a falta de símbolos.

Paulinho. Os vascaínos querem, da Direção, o plano para superar a crise financeira. E o planejamento estratégico capaz de entender o imaginário do vascaíno e entender a necessidade de ter um jogador símbolo para integrar a torcida ao Clube. Paulinho prometia ser esse símbolo. Sua venda equivaleu a vender a casa para pagar a conta da luz. 

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