Finalista na Copa do Brasil, classificado às quartas-de-final da Copa Libertadores, ocupando a 6º lugar no Campeonato Brasileiro e sem perder como mandante na principal competição nacional há 14 partidas, o Internacional foi adversário perfeito para o Vasco comprovar a boa fase do time da Colina. O técnico da equipe, Vanderlei Luxemburgo, resumiu bem: jogar no Sul é difícil, é difícil, mas não é proibido ganhar. Desde que em campo você lute, se empenhe.

O “projeto Vasco” de Luxemburgo inclui a defesa pública de um acordo com o presidente do clube, Alexandre Campello, que prometeu fechar 2019 sem salários atrasados. A confiança dada pelo treinador se estendeu ao elenco que luta para levar o Vasco à parte de cima da tabela, como manda a história do clube. Tal “projeto”, palavra repetida por Vanderlei para definir seus objetivos em um clube, encaixa perfeitamente com o reerguimento do Gigante de São Januário. Também porque o caminho do Vasco e de Luxemburgo se atravessam na má vontade da mídia com as duas notórias figuras do futebol brasileiro, como nas insossas manchetes da imprensa do Rio, que tem enorme dificuldade de reconhecer mérito com o que não é vermelho e preto.

Com um elenco sem estrelas consolidadas no futebol, o presente do Vasco é o seu futuro. Presente nos três sentidos da palavra: do tempo verbal, de quem se faz presente e, por último, do designado a presentear. Prova disto é que o Gigante da Colina entrou em campo contra o Colorado com 3 jovens que nasceram em São Januário: Henrique (25 anos), Bruno Gomes (18) e Marrony, além de Gabriel Pec (18), que entrou no decorrer da partida, saindo do banco dividido com Miranda, Ricardo Graça (22), Andrey (21), outros nomes da base cruzmaltina. Enquanto a principal joia da atual base cruzmaltina, Talles Magno, segue defendendo a seleção sub-17, Vanderlei pode contar com Riquelme, Dudu e o goleiro Lucão, outra grande promessa vascaína, entre os jovens formados em São Januário.

Portanto, para pensar em futuro de glórias que remeta a seu passado, o Vasco precisa se reencontrar financeiramente desde o presente momento e não mais utilizar as suas joias da base para pagar dívidas. Assim como ocorre nas grandes empresas, o planejamento para o próximo ano tem de ser fechado agora, em novembro. Tanto financeiramente falando quanto em relação aos objetivos, já que a colocação na tabela influencia, também, o caixa. Em curto prazo, o projeto da diretoria para 2020 precisa, necessariamente, encontrar meios para a manutenção do técnico Vanderlei Luxemburgo e de suas crias, na preservação fundamental para o amadurecimento de nossas promessas.

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