Agruras sem fim. Não há fim para a agonia do vascaíno. A via crucis já passou pela 9ª Estação (da narrativa bíblica). A ascensão do (outrora) maior rival já é fato consumado, mas há as ameaças de Botafogo e Fluminense, clubes que já entenderam que o futebol é uma atividade capitalista e que a criação de uma entidade empresária é fundamental, enquanto o Vasco continua estacionado em concepções superadas.      

Estado psicológico. O vascaíno está psicologicamente fragilizado, devido aos fracassos nos gramados e à vergonha de constar das páginas policiais. Por isso é vítima fácil do ilusionismo das “glórias do passado” e das mágicas expressas em apresentações financeiras parciais e na propaganda enganosa de projetos para o estádio de São Januário com capacidade para 45 mil vascaínos. Em 18/12/2018, na Bolsa de Valores-RJ, a atual administração exorbitou na apelação emocional, levando, a exemplo do que ocorreu na eleição de 2014, vários vascaínos às lágrimas. Pura exploração oportunista da fragilidade psicológica do vascaíno.  

Respeito às leis. Não há fundamento legal para remover Campello do cargo de presidente do CRVG. E, pragmaticamente, o Vasco não colheria qualquer benefício com a mudança. Benefício poderia ter ocorrido quando o Juízo da 29ª Vara Cível, em 12/2018, julgou nula a eleição de 07/11/2017. Em Nova Eleição, texto postado no site Pensar Vasco, argui que o Vasco ganharia se realizasse nova eleição, uma vez programada para junho de 2019, e sob regras especiais. Por outro lado, a situação atual se assemelha a agosto de 2012, quando um grupo de vascaínos, liderado por Olavo Monteiro de Carvalho, financiou a administração Roberto Dinamite, mediante contratos de mútuo. Trata-se de alternativa para contornar a crise atual, uma cooperação dos que atuam na política e dos mandatários em exercício.   

Crise financeira e moral.   É preciso ficar claro que a atual equipe gestora do Vasco não tem responsabilidade pela crise financeira do Clube, que é função de muitos anos de irresponsabilidade fiscal. E que, nessa situação, é impossível ter sucesso nos gramados.  O que se pode lamentar é terem, os dirigentes, descuidado do aspecto moral, ao não divulgar a auditoria realizada no início do termo e a apresentar as finanças de forma parcial, motivando a indagação “se está tão bem assim, porque não paga aos funcionários e aos jogadores?”   

Sebastianismo, não. União, sim. Devemos ser analíticos em nossas proposições, devemos fundamentar os projetos com cálculos econômicos e identificar com que recursos, humanos e financeiros são viabilizados. Sebastianismo em nada ajuda. Por isso, ao realismo. À União. Administração atual, pretendentes na próxima eleição, conselheiros e beneméritos, devem se unir para mudar o estatuto de modo a acolher a Unidade Empresária VG, alternativa capaz de atrair capital de risco e tirar o Vasco do buraco em que se encontra.

Francisco de Assis Moura de Melo

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