Após três vitórias seguidas – sobre Fortaleza, Botafogo e Internacional – os vascaínos passaram a sonhar que o embalo faria com que o Time da Colina alcançasse as primeiras posições da tabela do Brasileirão. No entanto, passadas outras três rodadas, os cruzmaltinos acordaram na mesma “cama” da 11ª colocação, após empate com Ceará, derrota para o Grêmio e igualdade no placar contra o Fluminense, no último sábado. A paixão cega pelo clube, natural ao torcedor, foi a responsável pelo devaneio, fazendo romantizar a dura realidade e idealizar um futuro tal qual a memória dos grandes elencos que já vestiram a camisa do Vascoo no passado.

Não há mais verdade (verdadeiro): não é possível colher maçãs onde se semeou goiabas. Com um elenco aquém do peso de sua camisa, o Vasco até conseguiu se afastar da zona do rebaixamento – ressaltemos, devido ao ímpeto e comprometimento do técnico Vanderlei Luxemburgo e de seus comandados – mas o sonho da vaga na Libertadores do próximo ano segue – quase igualmente – em pontos tão distante quanto o pesadelo do Z4. O preço que se paga pela falta de estrutura em uma longa competição é a inconstância nas rodadas de um dos campeonatos nacionais mais disputados do mundo.

Hoje (06/11), o Gigante da Colina recebe o Palmeiras, em São Januário, na primeira partida de uma importante sequência que definirá o lugar do Vasco na tabela: CSA (10/11, o único fora de casa), o líder Flamengo (13/11, no Maracanã) e Goiás (18/11, em casa). É nessa hora que se separam os times de meio de tabela e os que aspiram um futuro melhor em 2020. Ainda sem Talles Magno, protagonista cruzmaltino na temporada e que vem servindo à seleção de base, não resta aos vascaínos nada além de lotar o Maracanã e São Januário, bem como torcer para que o elenco siga jogando com o coração nas pontas das chuteiras. O que é muito pouco para a grandeza do Vasco. O vascaíno merece o seu Vasco competitivo de volta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *