Conceito. Em linhas bastante simples, há dois estilos ou tipos de gestão: a gestão concentradora, com decisão individual e a gestão colegiada, com núcleo decisório. A primeira tende para o exercício prático do despotismo esclarecido; a segunda compreende o debate, o conflito de ideias e a decisão. No caso da proposta,  o debate,  o conflito de ideias e a decisão dos  gestores do Vasco no dia a dia, o Presidente, os cinco dirigentes das grandes áreas da Diretoria de Administração (DA) e um convidado do Presidente. As decisões são tomadas por voto. Não se pode confundir Conselho Diretor com Conselho Consultivo, formado por especialistas ou notáveis. Este não tem qualquer responsabilidade pela gestão. Suas recomendações podem ser adotadas ou não.

No seio do pensamento liberal, as melhores universidades do mundo arguem pela gestão colegiada com regras práticas que tornem o processo ágil, seguro e eficaz. É esse o formato do modelo proposto pelo Pensar Vasco: Gestão Colegiada, com regras de eficácia.

Denominação e cultura. Conselho Diretor, Conselho de Administração ou Conselho Gestor são denominações do mesmo conceito.  O Estatuto do Vasco, a juízo deste escriba, acolhe o Conselho Diretor pela combinação dos artigos 97 e 100, enquanto não se realizar uma reforma ampla do Clube que insira o modelo  em Novo Estatuto. Por enquanto, basta uma descrição do conselho e um regimento interno. Cabe ressaltar que, além do aspecto formal, é necessário que se crie uma cultura nova, somente possível pela conduta dos dirigentes.     

Reforma completa. O Pensar Vasco propõe uma reforma completa  da Diretoria de Administração, reforma que se expressa esquematicamente no organograma divulgado em seu site e na página do Facebook. O centro dessa reforma é a criação de um Conselho Diretor, o núcleo decisório em que todos os dirigentes responsáveis pelas diversas áreas do Clube participam. Ninguém fica alienado das decisões do Futebol pelo fato de dirigir o Esporte Amador ou o Planejamento de longo prazo. Responsabilidade e decisão colegiadas constituem, também, ingredientes para a integração da equipe dirigente.  

Exemplos de atribuições. O Conselho Diretor será o órgão responsável pelas macro decisões do Vasco. Exemplos: aprovação dos planos das diversas áreas e acompanhamento de sua execução, nas grandes linhas; elaboração do Relatório Anual do exercício passado e preparação da Programação Orçamentária  do ano seguinte; decisão sobre as grandes questões do funcionamento do Clube atinentes à DA. Em uma palavra, é o órgão responsável pela gestão do Clube.

A característica fundamental. A atuação do Conselho Diretor tem a natureza de um processo intertemporal. Não é uma sequência de reuniões estanques, mas uma sequência interligada, em que o encerramento de uma reunião é o início da seguinte. Sua frequência deve ser semanal e sua documentação rigorosa, mediante pautas prévias e atas. O Presidente do Conselho, Presidente do Clube, é o coordenador e condutor desse processo, e tem o voto qualificado.

Do conflito de ideias à execução.  No Conselho Diretor são postas e debatidas as questões, e resolvidos os conflitos. Daí em diante é execução prática, dadas as decisões. Como toda regra tem exceção, pode haver retomada de algumas decisões, devido a impedimentos operacionais ou a surgimento de fatos novos. Nada que invalide o processo cuja integridade é garantida pela forma aberta, bem documentada e transparente de seu funcionamento.

Regras para assegurar eficácia. Há diversas regras que podem ser exercitadas para o funcionamento de um colegiado. Entre elas, o estímulo à divergência e à inovação, centrado na ótica do argumento com fundamento, no uso de estatísticas, dados, análises; o respeito ao pensamento divergente; e adoção de boas técnicas  de enceramento do debate. No limite, o voto de minerva determina o fim da divergência e o início da etapa de execução.      

A tarefa do momento. Cabe, agora, às vésperas de um novo termo de gestão no Vasco, um esforço no sentido de especificar a opção pela Gestão Colegiada em um texto completo. Elaborar seu Regimento Interno, que detalhe o modo de seu funcionamento, frequência das reuniões, forma de documentação, etc. E, por fim, reescrever o capítulo relativo à Diretoria de Administração para o Novo Estatuto do CRVG. Trabalho que o  Pensar Vasco se propõe realizar com o apoio de uma pessoa da área do Direito.

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