Aumentar a dívida não é solução. Como é do conhecimento de muitos desde de 2014, O Vasco tem uma dívida de 600 milhões e um serviço da dívida de 70 milhões ano. Serviço da Dívida é o valor que se retira das receitas correntes para pagar juros e amortização da dívida. Nesta condição, o empréstimo, cuja aprovação será submetido pela Diretoria de Administração ao Conselho Deliberativo, agrava a situação. A solução está na busca de capital de risco.

Julio Brant tem a solução. Há grupos de empresários, principalmente na Europa, que constituem fundos financeiros para aplicar em clubes de futebol. Julio Brant, atualmente Conselheiro do Vasco, tem a solução apropriada para salvar o Vasco, eis que declarou várias vezes em 2014 e repetiu, em matéria de 22/08, no jornal Extra, ter um fundo interessado em clubes de futebol. Essa matéria cita declarações de Júlio, em Portugal, sobre oferta ao Sporting Portugal igual à dita ter sido oferecida ao Vasco em 2014 e em 2017 na companha para as eleições do Vasco. Então, Julio tem a solução certa: capital de risco.

Obrigação do Presidente. Como presidente, Campello é obrigado a buscar tal solução. Em primeiro lugar porque nenhuma empresa financeira ou fundo, legalmente constituído, vai tratar de tal assunto senão com o Presidente do Vasco. Em segundo lugar porque Julio Brant adiantou condições pertinentes, nada exóticas. Basta citar o cerne das declarações de Julio:
“Qualquer um quer saber onde o Vasco está investindo seu dinheiro e o Vasco não tem transparência, não faz um balanço trimestral, não tem as contas de 2017 demonstradas claramente”. [grifo meu]

Portanto, é obrigação do Presidente do Vasco tratar do assunto com os gestores do fundo de Julio Brant, indicado (ou acompanhado) por Julio. Deve acatar a exigência de transparência e outras e iniciar as tratativas. Nada do que afirmo é ao léu. Tive contatos com profissionais do Sporting e fiz uma reunião sobre o tema, em junho passado, no escritório Caldeira Pires – Sociedade de Advogados, estabelecido em Lisboa. Exige-se transparência e outros atrativos.

Obrigação de Julio Brant. Julio foi bastante repetitivo na campanha da eleição de 2014 sobre o fundo que poderia aportar 120 milhões de euros no Vasco. Na matéria do Extra, posicionou-se contra a aprovação do empréstimo junto ao Conselho Deliberativo. E foi incisivo:
“Se o clube for mais transparente pode conseguir mais que esses 38 milhões que tenta.”

Assim, Julio Brant se obriga à solução que ele declarou ter. Assim como vascaínos ilustres da Sempre Vasco também se obrigam, como Nelson Sendas, a quem em 2014, Julio mostrou o documento do fundo, em encontro promovido por mim em Ipanema. E Carlos Roberto Osório, que sempre se mostrou solícito a ajudar nas boas soluções para o Vasco.

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